terça-feira, 18 de outubro de 2011

19056

O susto já aconteceu
É hora de voltar
Seja lá pra onde for
Tenho tanto pra ajeitar
Antes que o teto desabe
E o chão me falte

Você nem percebeu
Quando o céu escureceu
Não dá pra adiar
Feche os olhos pra dormir
Outro dia vai chegar
Deixe que a luz da casa
O último apagará

Essa dor também se afastará

Quem vai ligar pro final?
O fim é só uma ideia
Na sua cabeça

Agora já deu
Agora adeus

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Atlântida

Este silêncio hostil
Diz tudo que meus lábios não falam
Este silêncio hostil
Esconde o grito que me calam
Esta índole vil é o que nos resta
Pela janela do seu quarto
Teu hátilo embaça o vidro
Eu ainda posso ouvi-la
Sussurrando baixo em meu ouvido
Esta febre que me queima
Não arde tanto quanto deveria
E se meu sangue é esperança
Quem me salvará desta hemorragia?
Mas eu sei que isto é apenas uma fase
Que descança mas nunca termina
E me entrego a qualquer regra
A dogmas, leis ou doutrinas
Eu ainda posso vê-la caindo neste vasto precipício
Eu ainda posso senti-la sorrindo pelos cantos de um hospício
Eu vejo o dia acordar enquanto esperava o sono
O que é seu não me pertence
E o que é meu em suas mãos agora eu tomo
Não é só a intenção
E sim a conclusão de seus atos
Já não sei o que dizer, já não sei o que fazer
Mas mesmo assim eu faço
Eu vejo o dia acordar enquanto esperava o sono
Mas mesmo assim
Ignoro o meu engano
E a cada dia um oceano
Invade minha atlântida

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Minha causa

Clique aqui para assistir o vídeo

(em parceria com André Luiz)

Não se incomode
Em catalogar meu jeito
Ninguém é perfeito
E o que faço
Não é da conta de ninguém

Não se trata de levantar bandeiras
Gostar de alguém não devia ter fronteiras
Quem separou o amor do que estou sentindo?
Aqui não há mentiras
(Eu abraço minha própria causa)

Quem vai intervir
Quando o coração decide agir
Por suas próprias convicções?
Quem vai impedir
Se o desejo resolver fugir
E seguir por outras estações?

Minhas escolhas
Não seguem tendências
Experiências
Que não são da conta de ninguém

Letícia

(em parceria com André Luiz)

Já não é tão simples dizer o que sinto
Um labirinto, um instinto de predador
Basta sorrir que eu te sigo
E aceito seu jogo, seja qual for

Cores frias, espelhos trincados
Cadeados que oprimem toda opção

Se for pra ficar só nisso
Melhor deixar pra lá
Se for pra fugir do compromisso
Fique onde está

Seu medo, seu tempo ocupado
Aguardo calado por uma conclusão

Cores frias, espelhos trincados
A cada prazo uma nova interrogação

E se não for assim, posso acreditar
Que ainda há em mim
Algo que lembre você

Indícios

Ah, se você pudesse enxergar
Além das minhas dúvidas
Talvez pudesse escutar a razão
Que meu silêncio agride
Onde for mais seguro

Quero deixar bem claro
Que este medo do escuro
Não é mera precaução
É frágil, é puro, é punição

Passe a mão em meu rosto
E seque esta tormenta de discórdia
E Peço a Deus misericórdia
Por guardar em mim
O que não posso esconder

Procure manter os seus segredos
De modo que eles sejam secretos

Eu não te quero o mal
E é por isso que não quero você comigo
Meu castigo é cego e fiel
E a princípio
Não há indícios de lamentos ou qualquer sinal

Eu não te quero mal
E é por isso que não quero você comigo
Eu não te quero mal
E é por isso que não quero você

Procure buscar o que te falta
De modo que te faça completo
Procure erguer o seu abrigo
De modo que ele seja perpétuo
Procure ouvir as suas falhas
De modo que te ensine o correto
Mas procure manter os seus segredos
De modo que eles sejam secretos