Ilogicamente
Me pego
Pensando em ti
E me pego
Derretido
Gotejando
Irracionalmente desejoso
De ser sorvido
De te servir
A razão se cala
Para dar voz ao gozo
E, teimoso que sou, insisto
No tamanho absurdo
De jorrar meu leite
Sem sua boca para inundar
"De todos os eus que conheço o único que realmente confio é aquele que eventualmente invento."
Qual o sentido de te sentir,
Senão o de perder meus sentidos?
De me desnortear em nossa saliva?
De me me entorpecer em sua seiva?
Qual o sentido senão o de fora para dentro?
De dentro para fora
Incontáveis vezes
Em você, me vejo andando em círculos
Sem mapas
Sem bússola
Sem GPS
Seus gemidos me guiam
Para onde desejo chegar
E me perco outra vez
Apenas para, prazerosamente,
Recalcularmos nossa rota.