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Toda vez que o tempo fecha aqui dentro
Eu me concedo um momento pra respirar
Pode ser que o barco vire com o vento
Pode ser que ele me leve pra outro lugar
Não pretendo me colocar
Num papel secundário
Em planos que ficam para depois
Decidi me priorizar
E até que eu pense o contrário
Há de ser assim
Sem regras e sem promessas
Um ato irrevogável em mim
Até que eu mude de ideia
Eu escolhi as cores e o lugar exato
Pra redesenhar meu autorretrato
E em cada traço eu me reconheço
E sempre que desejo eu me refaço
"De todos os eus que conheço o único que realmente confio é aquele que eventualmente invento."
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Anatomia de um Pensamento
Versos quase novos
Palavras repetidas
Onde me levarão?
Abraço em silêncio
A anatomia de um pensamento
Onde me levarão?
Às vezes, quase sem pensar
Me dou ao prazer de te imaginar comigo
E te encontro em minhas mãos
Delírios quase mortos
Imagens em um quarto escuro
Um filme de ficção
Às vezes, quase sem pensar
Me dou ao prazer de te imaginar comigo
Quase um sonho bom que me atinge
Como um disparo
Ainda há em mim um pouco de você
Que insiste em ser eterno
Um mal que ainda venero
O inferno que eu guardei dentro de um pensamento
O inferno que eu te dei como um presente raro
Palavras repetidas
Onde me levarão?
Abraço em silêncio
A anatomia de um pensamento
Onde me levarão?
Às vezes, quase sem pensar
Me dou ao prazer de te imaginar comigo
E te encontro em minhas mãos
Delírios quase mortos
Imagens em um quarto escuro
Um filme de ficção
Às vezes, quase sem pensar
Me dou ao prazer de te imaginar comigo
Quase um sonho bom que me atinge
Como um disparo
Ainda há em mim um pouco de você
Que insiste em ser eterno
Um mal que ainda venero
O inferno que eu guardei dentro de um pensamento
O inferno que eu te dei como um presente raro
Princípio Ativo
Descompasso,
Descontrole, dissonância
Um aviso diz
Algo que não me diz nada
Uma intervenção,
Uma força percutiva
Que move minha vida
Você mexe
Com meu ritmo cardíaco
Um sorriso cínico,
Uma nova tatuagem
Que você deixou em mim
Sem minha permissão
Você não tem noção do estado que me deixa
Você não sabe o efeito dos beijos que você não dá
Minha tara é ter você em doses excessivas
Meu princípio ativo, minha cura é ter você
Descontrole, dissonância
Um aviso diz
Algo que não me diz nada
Uma intervenção,
Uma força percutiva
Que move minha vida
Você mexe
Com meu ritmo cardíaco
Um sorriso cínico,
Uma nova tatuagem
Que você deixou em mim
Sem minha permissão
Você não tem noção do estado que me deixa
Você não sabe o efeito dos beijos que você não dá
Minha tara é ter você em doses excessivas
Meu princípio ativo, minha cura é ter você
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Natimorto
Com o choro de minha cria
Acordo breve, sobressaltado
Estás comigo, quem diria
Apesar da mãe tê-lo negado
Em meu colo, filho querido
Te acolho com cuidado
Saiba que estás protegido
De qualquer mal imaginado
Não houve dor no parto
Nenhum gemido se deu
Esse dia sequer aconteceu
Estou sozinho no quarto
A criança que chora sou eu
Pois meu filho nunca nasceu
Acordo breve, sobressaltado
Estás comigo, quem diria
Apesar da mãe tê-lo negado
Em meu colo, filho querido
Te acolho com cuidado
Saiba que estás protegido
De qualquer mal imaginado
Não houve dor no parto
Nenhum gemido se deu
Esse dia sequer aconteceu
Estou sozinho no quarto
A criança que chora sou eu
Pois meu filho nunca nasceu
Soneto de Paz
Esse coração que outrora fechado
Dominado, invadido sem nem perceber
Batalha de sonhos a um ser desarmado
E a paz a teu lado por ti receber
Por um momento duelo, desejo alcançado
Venceu esta guerra cujo eu não perdi
E se em uma canção por você sou lembrado
Até no silêncio em penso em ti
O que sinto eis aqui dito
Por mãos que nada dizem
Mas se tocam e procuram
E a resposta do que escrevo
Estão em lábios que não falam
Mas se beijam e sussurram
Dominado, invadido sem nem perceber
Batalha de sonhos a um ser desarmado
E a paz a teu lado por ti receber
Por um momento duelo, desejo alcançado
Venceu esta guerra cujo eu não perdi
E se em uma canção por você sou lembrado
Até no silêncio em penso em ti
O que sinto eis aqui dito
Por mãos que nada dizem
Mas se tocam e procuram
E a resposta do que escrevo
Estão em lábios que não falam
Mas se beijam e sussurram
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